quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Troquem as aulas de Física por Teatro!

Você pode até dizer que não concorda, que física Física é importante para o vestibular, que temos de acrescentar e não simplesmente trocar uma matéria pela outra....



Mas a verdade é que um físico iria aproveitar, em sua vida, bem mais uma aula de teatro que a de física...



Você pode até dizer que não concorda, que física Física é importante para o vestibular, que temos de acrescentar e não simplesmente trocar uma matéria pela outra....



Mas a verdade é que um físico iria aproveitar, em sua vida, bem mais uma aula de teatro que a de física...



Ok, não sejamos tão radicais. Vamos pedir gentilmente (quem sabe via #Twitter?!) aos nossos governantes que coloquem aulas de teatro nas escolas públicas, que tal?



É parece pouco eficaz...



Por este motivo é que clamo (ó, revoltado ein?!) à classe artística que lute pelo direito de uma educação artística de verdade nas escolas! E mais do que isso, que lute por escolas de teatro, dança, cinema e afins públicas para a população de baixa renda...



Vou dar um pequeno exemplo... Acabo de voltar de uma grande escola no morumbi (este post foi escrito às 16hs e será publicado à 00h01min) onde tive o prazer de dar uma palestra a respeito de prevenção de AIDS contando como é viver de AIDS e afins...  Mas o que importa foi o desprazer (ESTOU COM INVEJA ATÉ AGORA...) de conhecer a escola... Existe um prédio... sim eu disse UM PRÉDIO para os estudos de artes babem:



  • Sala de computação 

  • Sala de computação para edição de foto e vídeo (só com Mac)

  • Sala de computação para edição de som (idem)

  • Sala de artesanato (com aqueles aparelhos doidos para mexer com argila)

  • Sala de Ballet

  • Um teatro (mesmo de verdade, melhor que muitos que já fui, patrocinado pela... ah, patrocinado...)

  • Sala de fotografia 

E tudo isso no primeiro andar... fui embora sem conhecer os outros dois andares para não morrer de inveja...



Enquanto isso em nossas escolas públicas (e algumas particulares) aula de teatro não existe (recreio nas férias não conta), aula de ballet é sonho e por aí (não) vamos...



Mas amigos, aprendam a negociar... se queremos escolas públicas de teatro, ballet e etc. Temos que exigir que se troquem as aulas de física pelas de arte!



E aposto que nenhum de vocês sentiria falta!!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Vale-Cultura

Você já ouviu falar do vale-cultura? Sabe como funciona?



Pois o Vale-Cultura é um projeto que será encaminhado em regime de urgência aos deputados federais e depois repassado ao Senado. Imaginou o trabalhador recebendo um dinheiro para gastar especificamente com cultura?



Você já ouviu falar do vale-cultura? Sabe como funciona?



Pois o Vale-Cultura é um projeto que será encaminhado em regime de urgência aos deputados federais e depois repassado ao Senado. Imaginou o trabalhador recebendo um dinheiro para gastar especificamente com cultura?



Pois é exatamente isso o que vai acontecer, caso o projeto passe em sua totalidade, o assunto me veio novamente a cabeça depois que respondi uma entrevista (jornal laboratório do UniSant'Anna através da simpática Sâmia Gabriela).





A pergunta era sobre uma declaração da Soninha de que se o governo não diz ao trabalhador onde deve gastar o VR (desde quando o governo dá VR?) portanto também não deveria dizer ao cidadão onde gastar o tal vale cultura.





Se por um lado eu concordo, não quero governo nenhum me dizendo qual peça ou filme assistir, por outro quando o governo não diz nada o cidadão acaba sendo empurrado (de novo a culpa é da mídia rs) para as grandes produções, seja pela propaganda seja pela cultura de celebridades já criada.





A questão para mim (ao contrário do que disse na entrevista) é simples: Enquanto a cultura não for rotina da população viveremos sempre pegando migalhas de financiamentos públicos e, ainda que isso mude, fazendo teatro para atores, diretores e afins (claro existe sempre a chance de fazer uma novelinha...).





Enquanto não houver nos grandes e pequenos centros, escolas de teatro públicas de qualidade (e não apenas um ou outro workshop de qualidade lamentável) e a população não souber que a arte pode ser um meio de vida não terá vale cultura que salve a humanidade.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Reality Show

Turrar propõe: Que tal um reality show entre os apresentadores de reality show? Mas como aqui não tem moleza não seria em nenhuma casa gigante cheia de quartos, piscinas e afins. Tampouco seria numa fazenda esplendorosa ou em praias maravilhosas.





Turrar propõe: Que tal um reality show entre os apresentadores de reality show? Mas como aqui não tem moleza não seria em nenhuma casa gigante cheia de quartos, piscinas e afins. Tampouco seria numa fazenda esplendorosa ou em praias maravilhosas.



Seria na minha casa! Me proponho sem delongas ou demora a ceder meu humilde apertamento apartamento de 60 m2 sem direito a piscina ou closet!



Os integrantes seriam:



  • Willian Bonner, Boninho, Faustão, Pedro Bial e Zeca Camargo representando a Globo. 

  • Britto Júnior, Celso Freitas, Ana Paula Padrão, Edir Macedo e Gugu representando a Record.

  • Luciana Gimenez e Vesgo representando a RedeTV.

  • Luciano do Valle, Danilo Gentili e Rafinha Bastos representando a Band.

  • Silvio Santos  representando o SBT.

 É isso aí meu polvinho (e polvinhas)! Assim teríamos um verdadeiro embate do tipo "Reality Show"! Falta de inteligência não faltaria! Arrogância não faltaria! Brigas, fofocas também não faltariam!! Talvez sentíssemos falta das mulheres de biquíni e pouca roupa...



Mas com um espaço do tamanho do meu apê, esfrega-esfrega (posso usar hífenes até 2010) NÃO IA FALTAR!!! Imaginem só uma discussão "inteligente" entre Vesgo e Rafinha Bastos a respeito da política?! Quem precisa ler tudo por inteiro não é mesmo? Ficamos com as orelhas!!!





Transmissão em HD! E com Closed Caption para você não precisar ouvir tudo o que dizem!! Mas os patrocínios eu não divido ein?!





Ah, prazo para terminar? Sei não, me dá uma cosquinha para dizer nunca!



Faltou alguém? Diz aí... 

Teatro e sua 'Missão'(?)

Há quem ache que o teatro deveria se pautar tal qual  Brecht, outros dizem que a arte não deve ter função nenhuma. Há um filme excelente sobre este assunto chamado "Mephistófolis" (ou algo assim, minha memória não é das melhores) onde um artista em plena Alemanha de Hitler precisa decidir se aceita ou não ser pago pelo serial killer Adolfzinho...

Colegas e coleguinhas,



Depois de um final de semana preguiçoso (e produtivo, vejam ...), pude ver duas coisas interessantes:



A primeira foi o famoso vídeo da Vanusa bêbeda cantando o hino nacional (ela jura que foi remédio para labirintite).

E a segunda foi a 'descoberta' do Belchior (que pra mim foi simplesmente uma jogada de marketing do Fantástico, faltou pauta, aí sumiram e acharam o cara...).





Aí fiquei pensando nessa idéia maluca de dignidade.



Oras bolas e carambolinhas é, de fato, muito engraçado assistir o vídeo (no final do post prometo 'linkar'), mas fico pensando o que a Vanusa deve sentir sabendo que mais de um milhão de pessoas assistiram aquilo. Por outro lado me pergunto o que leva alguém a cantar o hino nacional naquele estado (seja labirintite ou cirrose).



E por aí minha mente nada sã viajou. Até que me lembrei de um amigo francês que escreveu algo sobre "O Teatro e seu duplo". Onde discute a função do teatro. E me lembrei de todos aqueles chatos que falavam / falam que o teatro tem sua função.



Há quem ache que o teatro deveria se pautar tal qual  Brecht, outros dizem que a arte não deve ter função nenhuma. Há um filme excelente sobre este assunto chamado "Mephistófolis" (ou algo assim, minha memória não é das melhores) onde um artista em plena Alemanha de Hitler precisa decidir se aceita ou não ser pago pelo serial killer Adolfzinho.



Eu já fui mais radical, hoje penso que a arte e o teatro em geral não precisa, necessariamente, ter uma função social. Não acho que uma peça para ser boa precisa apresentar problemas e / ou soluções.



O cenário atual, no entanto, parece abdicar totalmente da dignidade. Não são poucas as peças ruins, em número maior ainda estão as semi-comédias onde a falta de texto, iluminação, direção, de atores e, às vezes, até de cenário fazem um público preguiçoso.



Porque os Zorras da vida são extremamente simples de serem feitos. Uma fórmula normalmente machista, baseada em clichês, chegando até mesmo a colocarem mulheres com pouca roupa para chamar público. Aí me pergunto de novo, e aquele negócio de dignidade?



Se me perguntarem eu acho que até isso aí tem sua função. O teatro (o verdadeiro) não precisa ter um função social. Pode falar do amor, da desilusão, pode até não falar de nada. Mas tem obrigação de educar o público.



Por educar o público entendo uma produção teatral com texto de verdade. Com protagonista, com tudo aquilo o que Aristóteles falava a respeito de reviravolta ou que negue tudo isso tal Moliére. Mas que faça questão de um diretor, uma iluminação, um cenário e, principalmente, de atores.



Eu não sou mico de circo! Eu penso, racionalizo! Eu até me pergunto se as falas que estou dizendo no teatro são coerentes. E aceito não concordar com elas. Mas deixo claro no contexto.



O teatro pode até não ter uma função. Mas sempre agirá em função de alguma coisa. Meu desejo é que fosse, no mínimo em função do próprio Teatro.



Ah, o vídeo da vanusa... procure no youtube por "Vanusa + hino nacional", mas juro que não recomendo.



em tempo: o blog vai mudar um pouco o layout, de forma a facilitar a leitura do conteúdo, no entanto, é possível (não é certo ainda) que se percam os comentários já feitos, minhas humildes desculpas caso isso ocorra